É
tênue a linha
entre vencer e perder,
sonhar e acordar,
existir para amar
e querer ser amado.
A
paixão se faz obeliscos
que
as marés, o vento,
o
assolar dos mariscos
em
constante tormento
se
propõem corroer.
Ingrato
adormecer
do
jamais acordar...
Angustiado
coração
do
existir sem porvir,
que
recusa dormir
ao
não deixar partir
a
intensa solidão,
que
insiste atormentar
quem
nasceu para amar.
O
coração sem guarida
é
existir sem viver,
estar
vivo sem nascer,
respirar
sem ter vida,
dor
que não tem nome,
tristeza
que consome.
Tardes
que choram...
negras
noites infinitas,
lágrimas
que evaporam
são
vertentes malditas
a
espera da nova aurora
e o cantar da ave sonora
a anunciar
o fim da tua demora.
Rudimar Hauenstein
2 comentários:
Que lindo Rudi! Parabéns! tenho certeza que teu blog será muito visitado! Beijo no seu coração, amigo!
Obrigado Ceres por seu comentário e por visitar meus poemas.
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