Quisera, em um passe
de mágica, apagar esse sofrimento que pesa em minha alma e faz doer o coração. Coração
doído de onde brota a vertente que faz jorrar dos olhos, líquidos em forma de lágrimas.
Quisera eu poder esquecer, sair por aí e não sentir essa saudade tão triste como
o canto da juriti nas frias manhãs da primavera.Quisera eu me embriagar, voar e
me calar. Canto mudo, pássaro sem asas, verso sem rima, poeta sem alma, silêncio,apenas
esquecimento e silêncio.
Rudimar Hauenstein
2 comentários:
Que lindo Rudimar, como é bom ler um texto e poder se sentir dentro dele. Como é possível colocar em tão poucas palavras tanto sentimento, é como se todo o universo do amor coubesse nesse pequeno-grande texto. O resto talvez seja "...silêncio, apenas esquecimento e silêncio..." Só não existe o poeta sem alma, pois ela está aqui, desnuda. Belíssimo, simplesmente belíssimo...
Amiga, que belo comentário, obrigado de coração e obrigado por suas visitas ao meu blog.
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