segunda-feira, 27 de outubro de 2014

OLVIDAR

Lembranças vagam soltas,
imaginação sem tino,
atreladas pelo destino
ao mar de águas revoltas.

Lembranças remoídas
abrem velhas feridas,
passadas, perdidas,
rebrotando em horas mortas,
madrugadas aflitas.

Brisa morna,
suave alento da alma,
traz-me a desejada calma,
cura meus devaneios,
dê paz aos meus anseios.

Esvoaçando fantasias e,
se os sonhos te acordam
em algum lugar do meu eu
é porque jamais partiste
do coração que é teu.

Rudimar Hauenstein

2 comentários:

Ângela disse...

Linda e emocionante.

Poemas no Sul disse...

Obrigado Ângela por teu comentário e pela visita.