domingo, 27 de janeiro de 2013

ALMA PERDIDA


Tantos são os sonhos,
tanta fascinação,
coisas que sinto
e preciso dizer,
mas estão presas
na minha alma,
no meu ser.

Tanto quero fazer,
quero ensinar, aprender,
quero mostrar sinfonias,
as mágicas melodias
que me sopraram do céu
e invadem meu padecer.

O meu tudo é quase nada,
o meu muito é tão pouco.
Sinto-me tremulando
como folhas ao vento
ao despedir-me o alento,
o sentimento...

De onde vêm,
pra onde vão
as melodias de solidão
de grandeza,
de inocência,
de impotência?

Tanto tenho sonhado,
semeado sensações,
semeado o meu dizer
que almejo compartilhar.
Esparramar com a voz,
perpetuar com as letras
para serem ouvidas,
para serem lidas,
admiradas e compreendidas.

Dentro de mim
num turbilhão sem fim
permanecem presas,
 escondidas, desconhecidas.
Para onde vão,
onde estarão
da minha alma tanta canção?

Rudimar Hauenstein


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