Tantos
são os sonhos,
tanta
fascinação,
coisas que sinto
e preciso dizer,
mas
estão presas
na
minha alma,
no
meu ser.
Tanto
quero fazer,
quero
ensinar, aprender,
quero
mostrar sinfonias,
as
mágicas melodias
que
me sopraram do céu
e
invadem meu padecer.
O
meu tudo é quase nada,
o
meu muito é tão pouco.
Sinto-me
tremulando
como
folhas ao vento
ao
despedir-me o alento,
o
sentimento...
De
onde vêm,
pra
onde vão
as
melodias de solidão
de
grandeza,
de
inocência,
de
impotência?
Tanto
tenho sonhado,
semeado
sensações,
semeado
o meu dizer
que
almejo compartilhar.
Esparramar
com a voz,
perpetuar
com as letras
para
serem ouvidas,
para
serem lidas,
admiradas
e compreendidas.
Dentro
de mim
num
turbilhão sem fim
permanecem
presas,
escondidas, desconhecidas.
Para
onde vão,
onde
estarão
da minha alma tanta canção?
Rudimar Hauenstein
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