sábado, 23 de fevereiro de 2013

MEU LUGAR


Irei lavar de minha alma,
esse infausto momento.
Volver no espaço com o vento,
ser impelido para longe,
folha sem destino,
que perdera a esperança
 a girar em sua dança,
na mais doída solidão.

Com o acalmar do turbilhão,
na serena acanhada tapera,
como a solitária folha ao vento
 reencontrar a firmeza do chão,
resgatar da alma o alento
envolvido pela quimera
num lugar atrás do mundo,
onde a vida me espera.

 Rudimar Hauenstein



2 comentários:

JUSSAMARA FARIAS disse...

Meu amigo, amo ler seus poemas, estou deixando aqui uma dica, quem sabe coloque ao fundo de cada poema uma musica....bjs

Poemas no Sul disse...

Obrigado pela dica Jussamara