Cai chuva! Limpa meu corpo.
Chuva, lava a minha alma.
Venha acariciar o meu rosto
enquanto a saudade se acalma!
Chovem pingos de amor,
eu sei que caem por mim.
Querem realçar o esplendor
das flores do meu jardim.
Que chova bem forte,
com muita intensidade!
Temo que eu não suporte
o amargor da infelicidade.
Lágrimas caem dos olhos,
como do céu, as gotas de água.
Porém, a água dos meus olhos
são lágrimas de minha magoa.
Diferentes das chuvas do céu
que fazem renascer à esperança,
lágrimas me cobrem como véu,
prendendo a minha lembrança.
Porque eu deveria sonhar
com os pingos de teu amor
se a chuva virá me lavar
para me livrar dessa dor?
Que eu rebrote sonhador
na chuva que molha a terra,
para reflorescer meu amor,
num dia de primavera.
Chuva fria, me redimiste
com teu suave frescor.
Hoje, não sou mais triste,
encontrei um novo amor.
Rudimar Hauenstein
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