Eu me sentia sozinho
a percorrer meu caminho.
Eis que sorrateiro, de mansinho,
o amor fez em mim, seu ninho.
Quem diria guria, que um dia
meu caminho atravessaria?
Me deixaste surpreso demais,
sentindo o que não sentia mais.
Sonhei te dar agasalho
para protegê-la do orvalho,
imaginei conhecer o atalho
por ser um homem grisalho.
Pensei: o futuro é agora,
é o homem que faz sua hora.
Hoje me sinto um assassino
do presente do destino.
Voltou-me a vida vazia.
Sonhei certo dia
ao te encontrar guria,
por fim, em minha agonia.
Gritei com toda minha voz
quando soube não haver nós.
Tu foste o meu sonho guria,
de novamente ter alegria.
Contudo, fiquei mais forte.
Agora sei haver um norte
para que eu possa seguir
e uma nova paixão possuir.
Tornarei a ver a beleza
que vive na natureza
que deixei de ver um dia!
Quem diria? Guria!
: Rudimar Hauenstein
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