Tristeza que não passa
no solitário coração
que se entregou,
amou, se encantou.
A recordação me abraça
e não abandonei
a paixão que voou,
com asas de eternidade.
Lembro de nós, enamorados,
seu lindo sorriso,
iluminado.
Me senti amado
ao vê-la ao meu lado
assustada, calada,
com teu olhar
me pedindo para ser beijada.
Para sempre te amo,
repetias, incansável.
Dois corações, um amor.
Meu anjo, que engano!
Ao vê-la partir,
meus olhos choram
a profunda tristeza
que veio habitar
em meu peito.
Alguns encontros
e
se perderam as juras,
no tempo, nas amarguras,
na triste paisagem
da falta de coragem.
Medo para assumir,
medo de admitir
nossa linda paixão,
nossa história de amor.
Medo de ser feliz...
Rudimar Hauenstein
2 comentários:
Rudimar ainda não li os teus livros, mas adoro as poesias que escreves. Poesias que me convidam a reflexão e a introspecção. Ler e interpretar o mundo e os meus próprios sentimentos através das mesmas consiste em doces momentos de emoção, pois me permite viver e sentir a vida em poesia. Motivo de minha postagem. Abraços!
Obrigado Ângela Maria por teu belo comentário. Cada poeta tem seu próprio estilo e eu tento transmitir um pouco da realidade da vida amorosa. Tanto na alegria dos amores para sempre, quanto na dor dos amores impossíveis.
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