domingo, 20 de outubro de 2013

ESTRELA MÃE

Ao morrer uma estrela,
do caos ressurge a vida,
fascinante transformação,
uma colossal explosão
do astro que se apaga.

Lançada na imensidão
do universo sem fim,
em poeira se transformou
a estrela que iluminou
o céu de escuridão.

Estrela do Universo,
mãe de todas as coisas,
genitora do nosso sol,
criado da mesma matéria
da qual o homem surgiu.

Átomos de energia
brilham no céu do meu dia,
irmão que fornece calor,
em fascinante esplendor,
cobre com raios a Terra.

Em tempo muito distante,
sofrerá a mesma agonia
da nossa estrela mãe.
Quando chegar o seu fim,
a criação irá repetir.

Um novo sol vai nascer,
um novo dia surgir.

Rudimar Hauenstein

2 comentários:

Beatriz disse...

O poeta fala do início da vida a partir do fim de uma estrela e que isso vai se repetir sempre quando o sol surgir.Bonita comaparação.

Poemas no Sul disse...

O fim não existe para sempre, tudo se transforma e do caos ressurge a vida. Obrigado Beatriz.