É tênue a linha
entre o vencer e o perder,
o sonhar e o acordar,
o existir para amar
e querer ser amado.
A paixão se faz obelisco
que as marés, o vento
o assolar dos mariscos
em constante tormento
se propõe corroer.
Ingrato adormecer
do jamais acordar.
Angustiado coração
do existir sem porvir,
que recusa dormir
por não deixar partir
a intensa solidão,
que insiste atormentar
quem nasceu para amar.
O coração sem guarida
é existir sem viver,
estar vivo sem nascer,
respirar sem ter vida,
dor que não tem nome,
tristeza que consome.
Tardes que choram...
negras noites infinitas,
lágrimas que evaporam
são vertentes malditas
a espera da nova aurora
e o cantar da ave sonora
a anunciar o fim da tua demora.
Rudimar Hauenstein
2 comentários:
Perfeito, lindo e encantador. Parabéns Rudimar. Beijos! ♡♥♡
Perfeito, lindo e encantador. Parabéns Rudimar. Beijos! ♡♥♡
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