Sublime pulsar apaixonado,
efêmera luz da sofreguidão,
lançado ao crivo da solidão,
desventura do coração golpeado
pela espada da paixão.
A mulher dos sonhos.
Jeitinho meigo sem ser melosa,
quer amparo sem ser medrosa,
doce, gentil, carinhosa,
amiga, confidente e amante,
pequena grande mulher.
Robustece-me a angustia
na ânsia da indiferença.
O frenético inflar das velas
carrega-me ao devaneio
no oceano do desalento.
Intrépida sensação,
faz sumir dos pés o chão,
ao vê-la iluminada
no tênue sol que se apaga
nos dias de fim de verão.
Queria ser eu a quem procura
a pequena grande mulher!
Soterrado na desventura,
resta-me olhar distante
aquela que não me quer.
Rudimar Hauenstein
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