Deitado na laje fria
aquele que já foi um
dia
o provedor da
riqueza
trabalhador da
empresa
que é notícia nos
jornais.
Orgulhoso conta a
história
guardada em sua
memória
dos áureos anos de
glória,
antes que aquela
vida
fosse tristemente
perdida
nas garrafas de
bebida.
Hoje possui como
colchão
um pedaço de papelão
que estendido no
chão
em um viaduto
qualquer,
de uma rodovia
qualquer,
numa cidade sem dó,
onde se sente tão
só.
Ao fim de mais um
dia
enfrentará a noite
fria
antes que a vida se
extinga.
Com uma garrafa de
pinga
e cobertor de
jornais,
derrotado, sem
ideais,
deseja não acordar
mais.
Rudimar Hauenstein
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