Ao pensar no meu pago
sou tomado de emoção.
Tenho saudades do afago
da prenda do coração.
Sonho com a terra amada,
o churrasco e chimarrão,
carreteiro de carne salgada
e as prosas de fogo de chão.
Do galope no pampa
à geada nos campos,
da cachaça de guampa
às luzes dos pirilampos.
Voltar para minha casa
é o que hoje mais quero.
Pra ver o bater das asas
no voo do quero-quero.
Cavalgar junto ao aramado,
comer mel de camoatim.
Ouvir o mugir do gado
e o sol brilhando pra mim.
Ver os campos prateados,
banhados pela lua cheia.
Honrar os antepassados
de sangue gaúcho na veia.
Rever a terra onde nasci,
encoberta pelo céu azul.
Relembrar os tempos de guri,
no meu Rio Grande do Sul.
Rudimar
Hauenstein
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