domingo, 22 de junho de 2014

TRISTES NOITES

Entristecido contemplando
o azul cinzento se formando
nas silenciosas montanhas.

Dou adeus ao sol do dia
ao chegar da noite fria.

Olhar perdido no infinito,
da garganta surge um grito,
por seu nome estou chamando.

As lembranças vêm em ondas
nas marés da minha angustia.

A escuridão embrutecida
torna a alma dolorida,
vivendo esta solidão.

Como dói meu sentimento!
Como dói a sua ausência!

Saudade palavra bonita
que me parece maldita
por estar me torturando!

Surrado pela arrebentação
chora um pobre coração.

As ondas do sofrimento
intensificam meu lamento
ao despedir de mais um dia.

Não suporto tanta dor.
Não suporto as tristes noites
distante do meu amor.




Rudimar Hauenstein

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