Entristecido
contemplando
o azul cinzento se
formando
nas silenciosas
montanhas.
Dou adeus ao sol do
dia
ao chegar da noite
fria.
Olhar perdido no
infinito,
da garganta surge um
grito,
por seu nome estou
chamando.
As lembranças vêm em
ondas
nas marés da minha
angustia.
A escuridão
embrutecida
torna a alma
dolorida,
vivendo esta
solidão.
Como dói meu
sentimento!
Como dói a sua
ausência!
Saudade palavra
bonita
que me parece maldita
por estar me
torturando!
Surrado pela
arrebentação
chora um pobre
coração.
As ondas do
sofrimento
intensificam meu
lamento
ao despedir de mais
um dia.
Não suporto tanta
dor.
Não suporto as
tristes noites
distante do meu
amor.
Rudimar Hauenstein
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