Quanta saudade dos meus tempos de
criança!
Brincadeiras de esconder, andar
descalço,
perfume das flores nos dias de primavera,
sinfonias da passarada cheia de esperança.
Saudades da escolinha onde cursei o
primário,
da menina minha primeira paixão,
levada pelo destino para longe de mim
deixou apertadinho meu pequeno
coração.
Da professorinha que estagiou onde
estudei,
por ela me apaixonei, três meses
passam depressa!
Quando ela foi embora, sofrendo
naquela hora
sem poder entender de tristeza eu
chorei.
Do meu cãozinho que andava comigo,
em homenagem aos índios dei o nome
de Tupi.
Das pescarias com meu pai, de remar
o caíco,
dos banhos de verão nas águas do
Taquari.
De acreditar em papai Noel esperando
o natal,
colher araticum e subir na bergamoteira,
o debandar dos preás fugindo das enchentes,
dos mergulhos no rio dos galhos da
pitangueira.
Da vida livre sem maldade no
coração,
anos que não voltam mais, restou a
saudade
do meu tempo de menino, da felicidade,
lembranças
que guardo com emoção.
Saudades dos jogos de bola, dos
sonhos que sonhei,
das caminhadas pra escola, dos
amigos que deixei!
Que seja junto com Deus, minha
esperança
é reviver a alegria dos dias de
criança.
Rudimar Hauenstein
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