sábado, 15 de novembro de 2014

A ESPERA

                                        
     Pálidos dias encobrem com névoa fria os vales, montes e o azul do céu. O sol perdeu o brilho refletindo tímido o esmaecido prateado da concha abandonada em uma praia qualquer. Ventos cortantes anunciam a última nevasca antes que o inverno parta para viver nas montanhas. O chão vestido de branco aguarda que se achegue lentamente o florescer da primavera, dia em que o amor retornará a terra. Estação em que serei envolvido pelo calor dos teus abraços e o sol voltará a brilhar no meu céu para que eu possa me libertar da quimera que vive comigo na distante tapera. O fim da espera.


Rudimar Hauenstein

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