quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

SEM ADEUS

Foi numa dessas manhãs
igual a tantas que vivi,
estupefato percebi
estar só sem meu amor.

De súbito, sem aviso,
sem homenagens póstumas,
 sem ser pranteado
e poder ser sepultado.

Por que?  Pergunto!
Por não receber alento,
carinho, afeto, atenção
não suportou o abandono
e escapou do coração?

Sim, foi de inanição!
Tudo o que restou
do que comigo ocorreu
é a triste certeza:
 Meu amor por ti morreu.


Rudimar Hauenstein

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