quarta-feira, 27 de maio de 2015

ESPECTATIVA

     Pálidos dias encobrem com névoa fria, vales, montes e o azul do céu. O sol perde o brilho refletindo tímido o esmaecido prateado da concha abandonada em uma praia qualquer. Ventos cortantes anunciam a última nevasca antes que o inverno parta para viver nas montanhas. O chão vestido de branco aguarda que se achegue lentamente o florescer da primavera, dia em que sementes de amor retornarão à terra. Estação em que serei envolvido pelo calor dos teus abraços, tempo em que o sol voltará a brilhar no meu céu, para que eu possa me libertar da quimera, triste espera que vive comigo na distante tapera.


Rudimar Hauenstein

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