Pálidos dias encobrem com névoa fria, vales, montes e o azul do céu. O
sol perde o brilho refletindo tímido o esmaecido prateado da concha abandonada
em uma praia qualquer. Ventos cortantes anunciam a última nevasca antes que o
inverno parta para viver nas montanhas. O chão vestido de branco aguarda que se
achegue lentamente o florescer da primavera, dia em que sementes de amor
retornarão à terra. Estação em que serei envolvido pelo calor dos teus abraços,
tempo em que o sol voltará a brilhar no meu céu, para que eu possa me libertar
da quimera, triste espera que vive comigo na distante tapera.
Rudimar Hauenstein
Nenhum comentário:
Postar um comentário