Vou me perdendo
no ocaso de cada dia,
lutando com a agonia
impregnada no peito.
Infinita, sem jeito,
deixa o coração doendo.
Saudade angustiante,
por mais que insista
meu coração alienista
não consegue alcançar.
Ele só quer amar
a sua estrela brilhante.
Qual delas será você?
Longa e triste escuridão!
Foste morar no céu
deixando-me ao léu,
sonhando te rever
a cada anoitecer
vagando na imensidão.
Até a aurora surgir
estarei te olhando,
seguirei te amando
esperando o alvorecer,
assistindo o sol nascer
e a última estrela dormir.
Rudimar Hauenstein
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