terça-feira, 4 de outubro de 2016

O AMOR NÃO MORRE



Vou me perdendo
no ocaso de cada dia,
lutando com a agonia
impregnada no peito.
Infinita, sem jeito,
deixa o coração doendo.

Saudade angustiante,
por mais que insista
meu coração alienista
não consegue alcançar.
Ele só quer amar
a sua estrela brilhante.

Qual delas será você?

Longa e triste escuridão!
Foste morar no céu
deixando-me ao léu,
sonhando te rever
a cada anoitecer
vagando na imensidão.

Até a aurora surgir
 estarei te olhando,
seguirei te amando
esperando o alvorecer,
assistindo o sol nascer
e a última estrela dormir.

Rudimar Hauenstein


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