quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

QUATRO LUAS



De pagos distantes,
ladeados pelo mar doce
lembra de sua prenda
 pedindo que não fosse.

Não cria raiz na terra
quem nasce pra ventania,
não conhece as estrelas
quem só vive a luz do dia.

Possui o céu como teto,
o chão como cama,
o pala de cobertor
e a saudade de quem ama.

Mais dia, menos dia,
nos braços de sua amada,
serão lembranças suas
 o tempo das quatro luas.

Não se mede a distância
nesse mundo sem porteira,
 o pago não tem fronteira
na vida do peão de estância.

Rudimar Hauenstein


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