De pagos distantes,
ladeados pelo mar doce
lembra de sua prenda
pedindo que não fosse.
Não cria raiz na terra
quem nasce pra ventania,
não conhece as estrelas
quem só vive a luz do dia.
Possui o céu como teto,
o chão como cama,
o pala de cobertor
e a saudade de quem ama.
Mais dia, menos dia,
nos braços de sua amada,
serão lembranças suas
o tempo das quatro luas.
Não se mede a distância
nesse mundo sem porteira,
o pago não tem fronteira
na vida do peão de estância.
Rudimar Hauenstein
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