Fantasiosas quimeras
na solidão das
taperas.
Vejo a triste
despedida
da pobre folha
caída.
A cada fim de verão
precipitam-se ao
chão.
Antes vivas,
esverdeadas,
as mortas folhas
douradas.
Formam lindos mosaicos
que me parecem
arcaicos
ao cair bem de
mansinho,
a ladrilhar meu
caminho.
As belas folhas de
outono
hoje jazem sem dono.
Solitárias seguem
seu curso,
esquecidas no
percurso.
Os rincões se tornam
mudos
com os plátanos
desnudos
esperando a primavera,
na tão distante
tapera.
Apresenta-se o
inverno
dizendo nada ser
eterno.
A geada fria
branqueando
a vida que está
findando.
O vento segue
soprando,
o fim vem
apregoando.
Chegou-me o abandono
como as folhas de
outono.
Rudimar Hauenstein
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