Pobre alma de poeta!
Profunda em meditação,
desdenhada na essência,
tratada com impaciência,
despojada do seu chão.
Na solidão dos dizeres
vagam silenciosos,
mundos de prazeres
refletindo nas palavras
pensamentos grandiosos.
Imagens da vida,
de um todo, ao redor,
de onde a alma poeta
se inspira, se completa,
a refletir dor, e amor.
Grandiosa alma poeta,
tão intensa, tão seleta,
a carregar sobre os ombros,
da vida os mistérios,
os medos e assombros.
Rudimar Hauenstein
Rudimar Hauenstein
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