quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

SOLIDÃO



É tênue a linha
 entre vencer e perder,
 sonhar e acordar,
existir para amar
 e querer ser amado.

A paixão se faz obeliscos
que as marés, o vento,
o assolar dos mariscos
em constante tormento
se propõem corroer.
Ingrato adormecer
do jamais acordar...

Angustiado coração
do existir sem porvir,
que recusa dormir
ao não deixar partir
a intensa solidão,
que insiste atormentar
quem nasceu para amar.

O coração sem guarida
é existir sem viver,
estar vivo sem nascer,
respirar sem ter vida,
dor que não tem nome,
tristeza que consome.

Tardes que choram...
negras noites infinitas,
lágrimas que evaporam
são vertentes malditas
a espera da nova aurora
 e o cantar da ave sonora
a anunciar o fim da tua demora.
 
Rudimar Hauenstein


2 comentários:

Ceres Helena disse...

Que lindo Rudi! Parabéns! tenho certeza que teu blog será muito visitado! Beijo no seu coração, amigo!

Rudimar Hauenstein disse...

Obrigado Ceres por seu comentário e por visitar meus poemas.