Insana dor de amor
apregoada aos ventos.
Da solidão, lamentos,
na emoção, tormentos,
não
partem ao sol se pôr.
Sem direção, sem guia,
paira exaurida, ociosa,
alma perdida, afetuosa,
que sonha reencontrar
motivo para amar.
Ensejos se fragmentam,
pensares lamentam
jamais possuir querer,
faz a paz desaparecer
anunciando meu morrer.
Quisera poder gritar
estou aqui para amar...
Quisera eu poder
despedir sem deixar,
partir sem chorar,
viver por viver,
estar sem sofrer,
dar adeus e voltar...
Rudimar Hauenstein
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