terça-feira, 19 de março de 2013

A MÃO DO VENTO


Vento sopra no céu
entre o partir e o léu,
difunde sensações
à desventura de corações
imersos em melancolia
  na ânsia do novo dia.

Gritos na neblina
que a vida ensina
a colher no firmamento
a luz do esquecimento
e se guiar pelo vento
na busca do alento.

Sementes de amor
lançadas a favor
da alma sem norte
 contando com a sorte
de ser presenteada
com a terra semeada.

 Melodias do entardecer
renovam o querer viver
como o sangue da terra,
rápido, sem espera,
corre para o mar,
correrei para te amar...

Rudimar Hauenstein





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