Onde moro tem um rio,
que corre pro lado de lá.
Nele meu amor partiu,
pra nunca mais voltar pra cá.
Águas que seguem pro mar
em uma jornada sem fim,
um dia poderão retornar
com notícias dela, pra mim.
Rios que correm em seu leito,
são as águas que molham o chão.
Abrandam o calor do meu peito,
com o frescor das chuvas de verão.
Águas que formam riozinhos,
riozinhos, grandes rios vão formar.
Seguem por diferentes caminhos
e acabam se encontrando no mar.
Água, ó fonte de vida,
és culpada de um triste porvir.
Tu levaste a minha querida,
sem as duas não posso existir.
Um dia moveram moinhos,
as águas pelas quais navegamos
mesmo que por outros caminhos,
às águas, sempre voltamos.
Rudimar
Hauenstein
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