sexta-feira, 12 de julho de 2013

MISTÉRIOS

Inaceitável terminar,
o belo, o ímpar,
se nossa razão de existir
é nos amar!

Tudo o que desejo
é pouco, mas grande.

Teu sorriso, teu toque,
teu existir quero sentir
para que não sufoque
em amargor, em saudade.

Amantes, amados,
sonhos, pecados.
A dor do adeus
despede a felicidade,
os sonhos meus.

Não sei se mereço,
o fim, o recomeço.

Anseio teus braços,
o calor dos abraços.
Sou pássaro ferido,
vida sem sentido,
amar e sofrer,
viver ou morrer.

Rudimar Hauenstein


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