sexta-feira, 4 de outubro de 2013

SILÊNCIO


Quisera, em um passe de mágica, apagar esse sofrimento que pesa em minha alma e faz doer o coração. Coração doído de onde brota a vertente que faz jorrar dos olhos, líquidos em forma de lágrimas. Quisera eu poder esquecer, sair por aí e não sentir essa saudade tão triste como o canto da juriti nas frias manhãs da primavera.Quisera eu me embriagar, voar e me calar. Canto mudo, pássaro sem asas, verso sem rima, poeta sem alma, silêncio,apenas esquecimento e silêncio.


Rudimar Hauenstein

2 comentários:

Edjane Cunha disse...

Que lindo Rudimar, como é bom ler um texto e poder se sentir dentro dele. Como é possível colocar em tão poucas palavras tanto sentimento, é como se todo o universo do amor coubesse nesse pequeno-grande texto. O resto talvez seja "...silêncio, apenas esquecimento e silêncio..." Só não existe o poeta sem alma, pois ela está aqui, desnuda. Belíssimo, simplesmente belíssimo...

Poemas no Sul disse...

Amiga, que belo comentário, obrigado de coração e obrigado por suas visitas ao meu blog.