Eu apareci de repente
no expresso sol nascente,
como quem vem do nada.
Diria, meio displicente,
não tinha hora marcada,
queria espiar a vida,
apenas para ver como é.
Tanto me falaram dela,
que é maravilhosa,
cantada em verso e prosa,
perpetuada em repentes
por seres de alma fogosa,
com corações de poeta,
que se chegavam insurgentes.
De tudo experimentei!
Do triste som do clarim
ao despedir um soldado,
às mulheres que amei
e por quem fui amado.
Doei o melhor de mim,
ao amor fui devotado.
Viajando no trem da vida
não há como recuar.
Preciso seguir em frente
e percorrer minha estrada.
Um dia, com hora marcada,
serei obrigado a voltar
ao lugar de onde vim.
No final do caminho
o lamento do clarim
soará também por mim.
Serei um
passarinho sem asas,
regressando
para casa.
Rudimar Hauenstein
2 comentários:
ÚNICO E ESPECIAL, QUANDO AS PALAVRAS VEM DO FUNDO DA ALMA DE ALGUÉM, LINDO. SEU DOM ENCANTA A ALMA DE UM LEITOR. PERFEITO POETA
Obrigado Jaene por sua visita e por deixar seu comentátio
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