Aos
poucos,
tua
imagem se desfaz
desaparecendo
no vazio.
Carregada
pelo vento,
fumaça
esmaecida,
lembranças
e solidão.
Aos
poucos,
trem
apita ao longe
jornada
sem destino,
sem
estação, desembarque,
ninguém
esperando,
ofusca
minha visão.
Aos
poucos,
saudade
é corroída,
só nostalgia
ficou.
Paixão
é consumida,
liberdade
à alma iludida
e ao
coração que amou.
Rudimar Hauenstein
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