sábado, 22 de agosto de 2015

ANDARILHO

Tortuosos caminhos
pelos quais passou,
doído , machucado,
rogava não achar o final
temendo não encontrar
outra estrada igual.

Para onde ir?
Andarilho sem vida,
triste alma perdida
não descobre a saída.
A estrada lhe foi levada
em meio a caminhada.

Igual peixe de água doce
ao abdicar de nadar,
foi impelido ao fim do rio.
Sucumbindo ao desafio,
domado pela correnteza,
acabará morrendo no mar.


Rudimar Hauenstein

Nenhum comentário: