Tortuosos caminhos
pelos quais passou,
doído , machucado,
rogava não achar o final
temendo não encontrar
outra estrada igual.
Para onde ir?
Andarilho sem vida,
triste alma perdida
não descobre a saída.
A estrada lhe foi levada
em meio a caminhada.
Igual peixe de água doce
ao abdicar de nadar,
foi impelido ao fim do rio.
Sucumbindo ao desafio,
domado pela correnteza,
acabará morrendo no mar.
Rudimar Hauenstein
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