És alguém que conta histórias de amor, histórias da imaginação recitadas
em versos e prosas com as quais sonhas viver e torná-las reais. Vieste de
longe, de um passado onde não te era permitido sonhar, onde não eras ninguém.
Pobre ingênuo, romântico e
idealista. Pobre homem que sonha; que confia; que acredita nas palavras; no
amor; nas juras de amor. Os teus sonhos são as tuas fraquezas, as tuas
ilusões. O teu coração confia que és amado por amares com todas as forças que
te são permitidas. Em verdade, não passas de um senhor cujas ilusões não te
permitem perceber que o grande iludido foi o teu coração. O amor que imaginaste
possuir jamais foi teu e nunca o será.
Mais uma vez te sentes só, pois acordado estás em um mundo onde o teu
sonho se dissipou como o nevoeiro que se dissipa com o calor do sol.
Pobre poeta! Segue o teu caminho e faças o que tens direito a fazer,
sonhar é tudo o que te é permitido. Sobre as tuas desilusões despeja as tuas lágrimas
e não te esqueças: a vida é real e costuma magoar e machucar quem é puro de
coração. Mesmo em desventura jamais desista da tua busca, dos sonhos, do
idealismo, do amor.
Rudimar Hauenstein
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