domingo, 16 de agosto de 2015

QUEM ÉS?


     És alguém que conta histórias de amor, histórias da imaginação recitadas em versos e prosas com as quais sonhas viver e torná-las reais. Vieste de longe, de um passado onde não te era permitido sonhar, onde não eras ninguém.
     Pobre ingênuo, romântico e idealista. Pobre homem que sonha; que confia; que acredita nas palavras; no amor; nas juras de amor. Os teus sonhos são as tuas fraquezas, as tuas ilusões. O teu coração confia que és amado por amares com todas as forças que te são permitidas. Em verdade, não passas de um senhor cujas ilusões não te permitem perceber que o grande iludido foi o teu coração. O amor que imaginaste possuir jamais foi teu e nunca o será.
     Mais uma vez te sentes só, pois acordado estás em um mundo onde o teu sonho se dissipou como o nevoeiro que se dissipa com o calor do sol.
     Pobre poeta! Segue o teu caminho e faças o que tens direito a fazer, sonhar é tudo o que te é permitido. Sobre as tuas desilusões despeja as tuas lágrimas e não te esqueças: a vida é real e costuma magoar e machucar quem é puro de coração. Mesmo em desventura jamais desista da tua busca, dos sonhos, do idealismo, do amor.


Rudimar Hauenstein

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