terça-feira, 6 de março de 2018

TERRA


     Imaginem-se numa viagem em direção ao Cosmos. Estamos em uma nave que aos poucos se afasta da Terra. Quando estivermos passando pelo último planeta do Sistema Solar “planeta anão chamado Plutão” voltemos nossos olhos para o nosso minúsculo planeta em dimensão, no entanto gigantesco em capacidade de abrigar diferentes formas de vida. Veremos um pequeno brilho, um tanto nebuloso, do nosso planeta azul perdido na imensidão do Universo, um grão de arreia aonde milhares de gerações humanas vem aperfeiçoando a nossa raça.
     Planeta magnífico que parte dos seus habitantes maltratam, degradam e agridem, mesmo sabendo que é a casa onde todos moramos e vivemos. Imaginemos, olhando de longe, quantos problemas existem nesse minúsculo planeta, problemas que de tão longe parecem não existir, pois tudo se mostra estar bem e tranquilo. Reflitam sobre a destruição; sobre a maldade e o ódio; sobre a ganância; sobre a intolerância; sobre a discriminação; sobre as guerras; sobre a fome.
     Passemos a nos indagar: o que leva parte dos humanos, por meio de seus atos, proibir outros seres a ter uma vida digna impedindo-os de usufruir do que alguns corruptos anseiam acumular, sabedores que são, de que mesmo eles estão fadados a desaparecer tão bruscamente como chegaram à vida. Estamos aqui para dar bons exemplos, bons ensinamentos para as futuras gerações, ensinamentos esses que recebemos das gerações que já se foram.
     Somente isso, o bom exemplo permanecerá eternamente nas gerações e descendentes que virão e por eles seremos eternos. Somos tão pequenos, tão frágeis, inconstantes e agimos como se fossemos infindáveis. Somos elos que transmitem os genes que recebemos para aqueles que virão depois de nós; somos o milagre da vida. Pensemos nisso e a partir de então mudemos o rumo da nossa história, da história humana no planeta Terra, pois até hoje não encontramos outro planeta que sustente a vida, ao menos a vida consciente.


Rudimar Hauenstein



Nenhum comentário: