Imaginem-se numa viagem em direção ao
Cosmos. Estamos em uma nave que aos poucos se afasta da Terra. Quando
estivermos passando pelo último planeta do Sistema Solar “planeta anão chamado
Plutão” voltemos nossos olhos para o nosso minúsculo planeta em dimensão, no
entanto gigantesco em capacidade de abrigar diferentes formas de vida. Veremos
um pequeno brilho, um tanto nebuloso, do nosso planeta azul perdido na
imensidão do Universo, um grão de arreia aonde milhares de gerações humanas vem
aperfeiçoando a nossa raça.
Planeta magnífico que parte dos seus
habitantes maltratam, degradam e agridem, mesmo sabendo que é a casa onde todos
moramos e vivemos. Imaginemos, olhando de longe, quantos problemas existem
nesse minúsculo planeta, problemas que de tão longe parecem não existir, pois
tudo se mostra estar bem e tranquilo. Reflitam sobre a destruição; sobre a
maldade e o ódio; sobre a ganância; sobre a intolerância; sobre a
discriminação; sobre as guerras; sobre a fome.
Passemos a nos indagar: o que leva parte
dos humanos, por meio de seus atos, proibir outros seres a ter uma vida digna
impedindo-os de usufruir do que alguns corruptos anseiam acumular, sabedores que
são, de que mesmo eles estão fadados a desaparecer tão bruscamente como
chegaram à vida. Estamos aqui para dar bons exemplos, bons ensinamentos para as
futuras gerações, ensinamentos esses que recebemos das gerações que já se
foram.
Somente isso, o bom exemplo permanecerá
eternamente nas gerações e descendentes que virão e por eles seremos eternos.
Somos tão pequenos, tão frágeis, inconstantes e agimos como se fossemos
infindáveis. Somos elos que transmitem os genes que recebemos para aqueles que
virão depois de nós; somos o milagre da vida. Pensemos nisso e a partir de
então mudemos o rumo da nossa história, da história humana no planeta Terra,
pois até hoje não encontramos outro planeta que sustente a vida, ao menos a
vida consciente.
Rudimar Hauenstein
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